Sprache;
Gesprochene Sprache;
Empfangene Sprachelippe
Die Lippe; Kuss
Oder Silbe,
Hell leicht, deutlich
Sprache
Von Wasser, von Erde, von Salz
Froh, Mütterlich Haus
Und Leid,
Tanz der Sonne und des Salzes
Sprache, wo ich schreibe. ...
(Eugênia de Andrade)
Freitag, 31. August 2007
Sonntag, 26. August 2007
Violência em "Grande Sertão Veredas"- Parte II
Suas andanças e seus encontros e desencontros se desenvolvem meio a uma comunidade, que se enquadra dentro de uma realidade parecida. As distinções não são tão representativas. São pessoas que não se diferenciam drasticamente. Suas individualidades não são motivos para o afastamento, muito pelo contrário, eles procuram conviver com suas diferenças. O grupo é o espaço real e o proporcionador da realização pessoal.
E a violência os une, apesar de que o medo e a desconfiança entre essas pessoas estão presentes.
Suas lutas pela sobrevivência dentro de uma atmosfera violenta se amenizam justamente, porque eles estão unidos. Assim os aspectos negativos do mundo violento são amenizados. O amor e ódio convivem juntamente, porém esses sentimentos apesar de estarem bastante próximos, não se encontram, mas os movem. Por isso, “... a vingança e o amor/ódio, motivadores normais das caminhadas dos heróis de qualquer parte, determinam também os movimentos dos personagens de Guimarães Rosa” (OLINTO, 1994: 54). E se esses sentimentos se encontram e se desencontram,dada a força da individualidade, pois “... seus encontros e desencontros apresentam um tom flagrante de macheza, dessa masculinidade inerente às coisas primitivas. Daí a força das cenas de luta, de ataque...” (OLINTO, 1994: 54). Nesse momento percebe-se que os valores e crenças da individualidade vence os valores e crenças que regem a coletividade.
Mittwoch, 22. August 2007
Sobre uma realidade.
Julio José Chiavenato.
Os trens suburbanos de São Paulo, Rio, Salvador e demais metrópoles e caminhões de bóias-frias do interior carregam milhões de trabalhadores para as fábricas e as roças. Viajam como gado...Quase diariamente morrem passageiros nessas viagens, rumo a um trabalho que remunera pessimamente. Mas quantas vezes não ouvimos, para explicar a situação do Brasil, que “o povo brasileiro é preguiçoso”?
O contrário é mostrado freqüentemente pela televisão: milhares de pessoas desafiando a morte para trabalhar. E continua-se a crer que são preguiçosos...
O nordestino, morrendo de fome na sua terra e de fome e angústia em São Paulo, trabalha e não desiste. Fica heroicamente ao lado da família, mantendo a chamada “célula nuclear da socieadade”...Entretanto, quando a violência urbana explode em São Paulo ou no Rio, é comum atrbuírem sua causa aos “fanáticos” nordersinos e à “gentalha” que não respeita os valores da nossa democracia cristã.
Os trens suburbanos de São Paulo, Rio, Salvador e demais metrópoles e caminhões de bóias-frias do interior carregam milhões de trabalhadores para as fábricas e as roças. Viajam como gado...Quase diariamente morrem passageiros nessas viagens, rumo a um trabalho que remunera pessimamente. Mas quantas vezes não ouvimos, para explicar a situação do Brasil, que “o povo brasileiro é preguiçoso”?
O contrário é mostrado freqüentemente pela televisão: milhares de pessoas desafiando a morte para trabalhar. E continua-se a crer que são preguiçosos...
O nordestino, morrendo de fome na sua terra e de fome e angústia em São Paulo, trabalha e não desiste. Fica heroicamente ao lado da família, mantendo a chamada “célula nuclear da socieadade”...Entretanto, quando a violência urbana explode em São Paulo ou no Rio, é comum atrbuírem sua causa aos “fanáticos” nordersinos e à “gentalha” que não respeita os valores da nossa democracia cristã.
Mittwoch, 15. August 2007
Violência em "Grande Sertão Veredas"- Parte II
É um exército de homens unidos pelo sentimento de lealdade, que lutam e matam outros homens em grupo. Eles têm um objetivo a alcançar. Suas lutas pessoais e individuais aqui não são diretamente relevantes. O que importa e a execução coletiva do trabalho e das funções de cada um, mas a violência gerada tem, ao mesmo tempo, um significado individual e coletivo.
A violência representada se condiciona a essas questões. E ela é primordial no decorrer das ações e é mesclada pelo sentimento fraterno entre os seus executores. Alguns aspectos podem ser confundidos com a barbárie. Sem dúvida alguma, há passagens no romance que nos remetem a mais profunda barbárie humana e essa barbaridade ocorrida é resultante do velho desejo pelo poder.
O poder tem significado, em toda a história da humanidade, a realização do homem. A busca incessante pelo poder, tem sido o motor da história. Guerras e lutas de homens entre si, foi e tem sido provocada por essa busca interminável pelo poder. Somos movidos por instintos, que beiram a irracionalidade. Não há quem não deseje o poder. De maneiras diferentes é claro, mas esse desejo se faz presente. Seja nas relações íntimas ou nas relações públicas. Os relacionamentos são movidos, muitas das vezes, por esta busca do controle. É muito difícil para o ser humano a perda do controle.
A razão e o significado da existência na narrativa esta presa a esta condição humana universalconcebida na Literatura moderna. Universalidade do ser e dos acontecimentos representados na Literatura moderna obedecem aos parâmetros do modernismo, no qual a visão de mundo se estabelece através de uma percepção universal.
Os desejos pessoais pelo poder são o explosivo do romance de Guimarães Rosa. Nesta história temos personagens que buscam a sua realização e que podem ser alocadas dentro de um espaço único, no caso o grupo. Seus desejos e anseios são diversos. Eles se disfarçam e anulam seus desejos, pois eles acreditam que assim alcançarão seus objetivos.
Por isso, o trabalho individual aqui não tem muito significado, pois a colaboração entre os seres é fundamental. Eles não teriam forças suficientes se trabalhassem sozinhos, isolados, sem acompanhia dos outros.
A violência representada se condiciona a essas questões. E ela é primordial no decorrer das ações e é mesclada pelo sentimento fraterno entre os seus executores. Alguns aspectos podem ser confundidos com a barbárie. Sem dúvida alguma, há passagens no romance que nos remetem a mais profunda barbárie humana e essa barbaridade ocorrida é resultante do velho desejo pelo poder.
O poder tem significado, em toda a história da humanidade, a realização do homem. A busca incessante pelo poder, tem sido o motor da história. Guerras e lutas de homens entre si, foi e tem sido provocada por essa busca interminável pelo poder. Somos movidos por instintos, que beiram a irracionalidade. Não há quem não deseje o poder. De maneiras diferentes é claro, mas esse desejo se faz presente. Seja nas relações íntimas ou nas relações públicas. Os relacionamentos são movidos, muitas das vezes, por esta busca do controle. É muito difícil para o ser humano a perda do controle.
A razão e o significado da existência na narrativa esta presa a esta condição humana universalconcebida na Literatura moderna. Universalidade do ser e dos acontecimentos representados na Literatura moderna obedecem aos parâmetros do modernismo, no qual a visão de mundo se estabelece através de uma percepção universal.
Os desejos pessoais pelo poder são o explosivo do romance de Guimarães Rosa. Nesta história temos personagens que buscam a sua realização e que podem ser alocadas dentro de um espaço único, no caso o grupo. Seus desejos e anseios são diversos. Eles se disfarçam e anulam seus desejos, pois eles acreditam que assim alcançarão seus objetivos.
Por isso, o trabalho individual aqui não tem muito significado, pois a colaboração entre os seres é fundamental. Eles não teriam forças suficientes se trabalhassem sozinhos, isolados, sem acompanhia dos outros.
Sonntag, 12. August 2007
Violência em "Grande Sertão Veredas"- Parte I
A representação da violência pela literatura regionalista, articula-se com uma realidade social em que vigora um sistema simbólico de “honra e vingança” individuais, tendo em vista que as leis não garantem a igualdade entre os atores sociais.
Em Grande Sertão Veredas, a representação da luta pela busca da felicidade e do alcance de objetivos, ainda acontece de acordo com esta perspectiva.
A violência representada no romance é uma violência coletiva, movida pelos interesses
individuais de vingança e defesa da honra. São homens que se unem e formam grupos de
jagunços, que saem pelo sertão bravo lutando contra outros grupos, pois “...no Grande Sertão de Rosa as pessoas andam, cavalgam, amam, brigam” (OLINTO, 1994: 53). E a violência gerada por essas lutas representa os meios, que esses homens possuem para alcançar seus fins: “...a gente de Guimarães Rosa luta e briga pelas coisas básicas” (OLINTO, 1994: 53). A existência da luta violenta, não anula os sentimentos humanos. Os sentimentos são resultados da convivência em grupo.
Temos aqui uma representação de uma violência latente entre homens inseridos em uma
comunidade, que laçam mão de atos violentos em seu favor, ou seja, para garantir sua
sobrevivência. A união deles, acontece, pela busca da razão de vida. Essa busca é consciente. Eles sabem e conhecem os motivos de suas lutas. Assim, a violência produzida, tem um sentido.
Significa a sobrevivência em um mundo inóspito, onde a violência é praticada como uma aliada importante e que, ao mesmo tempo, gera entre eles, um valor ético, pois no sertão as leis do Estado não funcionam como um aparato de regulamentação social, o que provoca a criação de leis privadas. Assim , a justiça é feita pelas próprias mãos, embaçadas por uma violência cometida por homens em um lugar, onde tal violência é componente natural. Tais atos violentos também estão ligados as velhas concepções de masculinidade e macheza. Por isso a defesa da honra é importante.
A luta individual existe, na medida que limita-se às indagações pessoais de cada um. O individualismo existente não interfere na luta coletiva. As perguntas do ser estão presentes, suas dúvidas e seus questionamentos individuais a cerca da vida se fazem presentes, mas a busca por respostas ocorrem no espaço da coletividade, por isso não ocorre isolamento do ser. Suas convivências diárias se remetem a um diálogo permanente, apesar da hostilidade do ambiente de guerra, onde morte e vida se relacionam de maneira tênue, a comunicação entre esses homens não deixa de existir. O trabalho coletivo envolve esses seres numa corrente humana pela busca da felicidade. As agruras da vida de cada um são vividas no coletivo e eles lutam por suas vidas conjuntamente. O individualismo existe, mas se condiciona na maior parte à coletividade.
No entanto, isso dificulta muitas das vezes a realização completa do ser. Os mistérios e segredos existem. E o ser envolvido na rede coletiva, obedece as regras do jogo. O anonimato não é possível. O ser precisa se adequar ao grupo em que ele pertence, nem que mesmo ele precise se disfarçar, pois “... a luta é difícil, como se sabe, porque é travada sob mil caras e mil disfarces”
(LINS, 1990: 25). E isso também é violento, porque se fundamenta na contradição e na
ambigüidade.
E a violência, que se faz presente no cotidiano deles, também se condiciona a esse aspecto. Existe entre eles, pactos. Esses pactos são fundamentais para essa união e são forjados através do exercício da violência. O sentimento de lealdade e fraternidade entre o grupo é fundamental.
Em Grande Sertão Veredas, a representação da luta pela busca da felicidade e do alcance de objetivos, ainda acontece de acordo com esta perspectiva.
A violência representada no romance é uma violência coletiva, movida pelos interesses
individuais de vingança e defesa da honra. São homens que se unem e formam grupos de
jagunços, que saem pelo sertão bravo lutando contra outros grupos, pois “...no Grande Sertão de Rosa as pessoas andam, cavalgam, amam, brigam” (OLINTO, 1994: 53). E a violência gerada por essas lutas representa os meios, que esses homens possuem para alcançar seus fins: “...a gente de Guimarães Rosa luta e briga pelas coisas básicas” (OLINTO, 1994: 53). A existência da luta violenta, não anula os sentimentos humanos. Os sentimentos são resultados da convivência em grupo.
Temos aqui uma representação de uma violência latente entre homens inseridos em uma
comunidade, que laçam mão de atos violentos em seu favor, ou seja, para garantir sua
sobrevivência. A união deles, acontece, pela busca da razão de vida. Essa busca é consciente. Eles sabem e conhecem os motivos de suas lutas. Assim, a violência produzida, tem um sentido.
Significa a sobrevivência em um mundo inóspito, onde a violência é praticada como uma aliada importante e que, ao mesmo tempo, gera entre eles, um valor ético, pois no sertão as leis do Estado não funcionam como um aparato de regulamentação social, o que provoca a criação de leis privadas. Assim , a justiça é feita pelas próprias mãos, embaçadas por uma violência cometida por homens em um lugar, onde tal violência é componente natural. Tais atos violentos também estão ligados as velhas concepções de masculinidade e macheza. Por isso a defesa da honra é importante.
A luta individual existe, na medida que limita-se às indagações pessoais de cada um. O individualismo existente não interfere na luta coletiva. As perguntas do ser estão presentes, suas dúvidas e seus questionamentos individuais a cerca da vida se fazem presentes, mas a busca por respostas ocorrem no espaço da coletividade, por isso não ocorre isolamento do ser. Suas convivências diárias se remetem a um diálogo permanente, apesar da hostilidade do ambiente de guerra, onde morte e vida se relacionam de maneira tênue, a comunicação entre esses homens não deixa de existir. O trabalho coletivo envolve esses seres numa corrente humana pela busca da felicidade. As agruras da vida de cada um são vividas no coletivo e eles lutam por suas vidas conjuntamente. O individualismo existe, mas se condiciona na maior parte à coletividade.
No entanto, isso dificulta muitas das vezes a realização completa do ser. Os mistérios e segredos existem. E o ser envolvido na rede coletiva, obedece as regras do jogo. O anonimato não é possível. O ser precisa se adequar ao grupo em que ele pertence, nem que mesmo ele precise se disfarçar, pois “... a luta é difícil, como se sabe, porque é travada sob mil caras e mil disfarces”
(LINS, 1990: 25). E isso também é violento, porque se fundamenta na contradição e na
ambigüidade.
E a violência, que se faz presente no cotidiano deles, também se condiciona a esse aspecto. Existe entre eles, pactos. Esses pactos são fundamentais para essa união e são forjados através do exercício da violência. O sentimento de lealdade e fraternidade entre o grupo é fundamental.
Sonntag, 5. August 2007
Die brutale Sprache von Rubem Fonseca
Flávio Nascimento
Was mich nach der Lektüre des Buches „Feliz Ano Novo“ besonders erregt hatte, war die Weise wie Rubem Fonseca das menschliche Wesen in einer Atmosphäre voller Gewalt dargestellt hat. Aber was sein Werk von anderen unterscheidet, die auch durch eine Repräsentierung der Gewalttätigkeit hervorstechen, ist die Tatsache, dass in „Feliz Ano Novo“ die Gewalt in einer lebendigen und latenten Art und Weise dargestellt wird.
In „Feliz Ano Novo“ zeigt Rubem Fonseca durch eine „linguagem hiper-realista“ unterschiedliche Aspekte einer Gewalttätigkeit auf, die unsere heutige Gesellschaft verschmutzt, hauptsächlich hervorgerufen durch die Zunahme der sozialen Widersprüche überall in den großen Städten.
Was mich nach der Lektüre des Buches „Feliz Ano Novo“ besonders erregt hatte, war die Weise wie Rubem Fonseca das menschliche Wesen in einer Atmosphäre voller Gewalt dargestellt hat. Aber was sein Werk von anderen unterscheidet, die auch durch eine Repräsentierung der Gewalttätigkeit hervorstechen, ist die Tatsache, dass in „Feliz Ano Novo“ die Gewalt in einer lebendigen und latenten Art und Weise dargestellt wird.
In „Feliz Ano Novo“ zeigt Rubem Fonseca durch eine „linguagem hiper-realista“ unterschiedliche Aspekte einer Gewalttätigkeit auf, die unsere heutige Gesellschaft verschmutzt, hauptsächlich hervorgerufen durch die Zunahme der sozialen Widersprüche überall in den großen Städten.
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